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TransCerrado: cientistas pedalam mais de 400 km pela preservação do bioma

Uma verdadeira expedição sobre duas rodas em defesa do Cerrado. Esta é a missão de três cientistas brasileiros pelos arredores do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no Nordeste goiano. O trajeto, que recebeu o nome de TransCerrado, possui 420 quilômetros e acompanha rios e nascentes da região. A largada ocorreu na última segunda-feira (10).

Sagres

31 de agosto de 2023

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Uma verdadeira expedição sobre duas rodas em defesa do Cerrado. Esta é a missão de três cientistas brasileiros pelos arredores do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no Nordeste goiano. O trajeto, que recebeu o nome de TransCerrado, possui 420 quilômetros e acompanha rios e nascentes da região. A largada ocorreu na última segunda-feira (10).

O TransCerrado foi idealizado por Paulo Moutinho, pesquisador sênior do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia); Valderli Piontekowski, pesquisador e coordenador de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica no instituto; e Márcio Bittencourt, coordenador do grupo de ciclistas Rebas do Cerrado e especialista em navegação. O objetivo é justamente chamar a atenção sobre a importância do Parque e do bioma Cerrado como um todo.

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“Uma boa parte dos desafios de proteção e valorização do Cerrado é, muitas vezes, a melhor compreensão da importância deste belo bioma para a vida das pessoas, principalmente daquelas que vivem nas grandes cidades. O que esperamos com o TransCerrado é, através de uma aventura científica, encorajar as pessoas a conhecerem melhor o bioma e vivê-lo através do esporte ao ar livre”, destaca Moutinho.

Natureza ameaçada

Declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a Chapada dos Veadeiros vive em constante ameaça. Nesse sentido, mesmo com sua inegável importância, só nos últimos 38 anos, o local perdeu 87% de sua superfície de água.

Durante o trajeto, porém, os cientistas irão coletar dados sobre os cursos d’água, ouvir ribeirinhos e gestores das unidades de conservação. Além disso, o grupo buscará entender o papel da água na economia e na cultura da região. A expedição científica, entretanto, também irá avaliar o potencial ecoturístico e de desenvolvimento sustentável do bioma.

Conforme dados do IPAM do início deste ano, o desmatamento na fronteira agrícola conhecida como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) pode reduzir o abastecimento e qualidade da água em ao menos 373 municípios. Ademais, a transformação de áreas de vegetação nativa para pastagem e agricultura já deixou o clima no Cerrado quase 1°C mais quente. Consequentemente, o bioma ficou 10% mais seco.

Contaminação

Além do clima, a saúde humana no Cerrado também é diretamente ameaçada. A Campanha em Defesa do Cerrado aponta que o bioma absorve mais de 70% dos agrotóxicos. Em 2019, ou seja, na primeira edição, os cientistas percorreram mais de 700 quilômetros pela região. Para acompanhar as histórias e experiências da expedição TransCerrado, basta acessar o perfil no Instagram e no site do projeto.

*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) ODS 15 – Vida terrestre.

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