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Pesquisadores criam plataforma que monitora incêndios e desmatamentos em terras indígenas brasileiras

Sete pesquisadores do mestrado profissional em Tecnologia da Informação do IFPB trabalharam por dois meses no IndiMap, que emite dados em tempo real para a população.

G1 Goiás

04 de setembro de 2023

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Sete pesquisadores paraibanos lançaram um projeto que eles classificam como "revolucionário" e que tem o objetivo de divulgar em tempo real possíveis ilícitos ambientais registrados em terras indígenas brasileiras. O IndiMap é uma plataforma desenvolvida no âmbito do mestrado profissional em Tecnologia da Informação do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e tem como foco o acesso mais célere a esse tipo de informação e o consequente combate a queimadas e desmatamentos ilegais.

O projeto desenvolvido tem como diferencial a possibilidade de integrar diversas fontes de dados abertas sobre questões geoespaciais para gerar a plataforma web e assim monitorar as áreas indígenas 24 horas por dia.

"A principal motivação do projeto é proteger as florestas e as terras indígenas brasileiras", declara José Mário Fraga Miranda, um dos pesquisadores participantes do projeto.

Há alguns anos se dedicando a desenvolver programas que unam tecnologia e meio ambiente, o pesquisador explica que os direitos indígenas estavam no radar da equipe que trabalhou no projeto. "A preservação das florestas, a sustentabilidade socioambiental e a proteção dos direitos indígenas são pilares fundamentais", completa José Mário.

Além de José Mário, a plataforma contou também com a efetiva participação dos também pesquisadores Yuri Feitosa Negócio, Wellington Pessôa de Lima Filho, Samara da Silva Brito, Juan Cássio Oliveira Marques, Rayllon Soares Pessoa, Rodrigo José Silva de Almeida e dos professores Diego Ernesto Rosa Pessoa, Francisco Petrônio Alencar e Juliana Dantas.

Juntos, eles trabalharam dois meses até a conclusão do programa de mapeamento sobre terras indígenas. E acreditam que o Indimap pode se transformar num importante auxílio para pesquisas futuras e para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes

Eles são unânimes ainda em destacar que uma das grandes inovações da plataforma é a geração e a publicação automática de imagens e vídeos de mapas que mostram os locais dos ilícitos ambientais. Em muitos casos, é possível visualizar o antes e depois das áreas afetadas, oferecendo uma perspectiva impactante sobre a degradação ambiental.

A opção por automatizar a integração entre a plataforma própria e diferentes redes sociais como Twitter, Instagram e TikTok, ainda de acordo com o pesquisador, é justamente atingir o público mais jovem, deixá-lo a par de forma mais direta sobre o problema.

Na mesma linha, o Indimap foi projetado para levar a informação da forma mais simples e clara possível:

"Queremos transmitir esses alertas e notificações de uma forma que pessoas com baixo ou nenhum conhecimento em geotecnologias consigam visualizar a entender o que está ocorrendo nas terras indígenas do Brasil", finalizou.

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