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A destruição do Cerrado não afeta apenas o próprio bioma, mas também todos os outros

"Por ocupar uma fração territorial expressiva e fazer transições com quase todos os demais biomas brasileiros, dada sua distribuição na porção central do Brasil, a conversão do Cerrado tem, além de impactos locais já quantificados, impactos que extrapolam suas fronteiras", diz pesquisadora

Baru Observatório

15 de março de 2024

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Letícia Jury

Na última quinta-feira, o Portal Mongabay - Notícias Ambientais para transformar e informar, publicou uma entrevista com Mercedes Bustamante, uma das maiores especialistas em mudanças climáticas e ecologia de ecossistemas do Brasil, reconhecida internacionalmente nesses temas. Bióloga e professora titular da Universidade de Brasília, ela tem sido uma voz ativa na defesa do Cerrado brasileiro, um bioma que está enfrentando uma devastação acelerada.

Mercedes Bustamante destacou que o avanço do desmatamento no Cerrado é alarmante devido aos altos níveis de perda de vegetação nativa. O bioma já perdeu 50% de sua cobertura original, de acordo com o MapBiomas, tornando mesmo as taxas menores de desmatamento preocupantes. Ela também apontou que a maior parte dessa devastação ocorre em áreas privadas, mas ressaltou que existem várias políticas públicas que poderiam ser implementadas para controlar o desmatamento.

"É importante lembrar que qualquer supressão de vegetação nativa deve ser autorizada pelo órgão ambiental competente, que pode conceder autorizações dentro dos limites estabelecidos pelo Código Florestal, que permite supressão de até 20% da área da propriedade no caso do Cerrado. Além disso, incentivos positivos podem ser criados para promover a conservação e uso sustentável da propriedade", enfatizou.

Leia a matéria completa no link: Mercedes Bustamante: “O avanço do desmatamento no Cerrado é alarmante” - Notícias ambientais (mongabay.com)

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