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10 pessoas são condenadas por compra e venda de agrotóxicos contrabandeados proibidos no Brasil; penas somadas ultrapassam 190 anos

Grupo também foi condenado a pagar R$ 10 milhões por danos morais coletivos. Cabe recurso da decisão. g1 não localizou defesa dos condenados até publicação desta reportagem

G1 Goiás

16 de novembro de 2023

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A Justiça Federal condenou dez pessoas no Paraná por compra e venda de agrotóxicos contrabandeados do Paraguai e de uso proibido no Brasil. As penas somadas ultrapassam 190 anos. Na decisão que cabe recurso, eles também foram condenados a pagar R$ 10 milhões por dano moral coletivo.

Conforme o Ministério Público Federal (MPF), o objetivo do grupo era apenas o lucro e não foram levados em conta os danos à saúde pública e nem das pessoas que iriam manusear os agrotóxicos, além dos graves danos causados ao meio ambiente.

O g1 não localizou a defesa dos condenados - que não tiveram nomes divulgados - até a publicação desta reportagem.

Segundo a investigação, que resultou em uma operação em outubro de 2022, a organização criminosa contrabandeava cigarros e agrotóxicos do Paraguaia. Na época, 18 pessoas foram presas e pelo menos 30 veículos foram apreendidos. Relembre mais abaixo.

As condenações envolvem os crimes de organização criminosa, transporte e comercialização irregular de agrotóxicos e de depósito e transporte de substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana, afirmou a Justiça Federal.

As sentenças são referentes a três ações que resultaram de investigações do juízo federal da 1ª Vara Federal de Guaíra. Pelo menos outras cinco ações contra outros integrantes do grupo aguardam julgamento.

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As investigações mostraram que os suspeitos traziam as drogas pelo Rio Paraná e armazenavam em sítios e chácaras em Terra Roxa, local onde os criminosos moravam.

Depois os materiais eram transportados com escolta de contrabandistas e entregues a empresas que recebiam os produtos para serem comercializados, conforme a PF.

A operação identificou ainda caminhões carregados com os produtos sendo entregues a empresários nos estados de Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Maranhão.

Segundo a Polícia Federal, os suspeitos do esquema possuíam bens com compra de imóveis e automóveis a partir do dinheiro resultante do esquema criminoso.

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