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Mulheres e os povos e comunidades tradicionais mantém o universo ecológico vivo

“As mulheres são responsáveis pela manutenção do Cerrado vivo, pelo manejo das sementes, pela produção de alimentos, pela reprodução dos modos de vida e das práticas culturais e agroecológicas”, conta Franciléia Paula, quilombola, mestra em Saúde Pública pela Fiocruz e organizadora do livro Racismo e sistemas agroalimentares.

Baru Observatório

01 de abril de 2024

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O Cerrado, com sua incrível biodiversidade que representa 5% de toda a diversidade do planeta, desempenha um papel fundamental na regulação climática e na segurança alimentar. As mulheres e os povos e comunidades tradicionais desempenham um papel crucial na preservação desse bioma. No Quilombo Kalunga, por exemplo, localizado no noroeste de Goiás, as mulheres Kalunga desempenham um papel central na preservação, mantendo cerca de 83% das áreas de Cerrado nativo, segundo dados do MapBiomas.

Para Franciléia Paula, quilombola e mestra em Saúde Pública pela Fiocruz, as mulheres são fundamentais para manter o Cerrado vivo. Elas são as guardiãs da biodiversidade, mantendo práticas culturais e agroecológicas, e enfrentando os desafios das monoculturas para garantir a soberania alimentar e a autonomia na produção de alimentos.

No Brasil, 125 milhões de pessoas enfrentam algum grau de insegurança alimentar, o que afeta especialmente as mulheres negras, maioria entre os chefes de família. Para Veruska Prado, é essencial territorializar o debate sobre alimentação para superar as desigualdades, levando em consideração as particularidades de cada bioma e as necessidades nutricionais de seus habitantes.

Leia a matéria completa no site: Gênero e Número (generonumero.media)

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