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Especialista alerta para alto grau de contaminação do lixo eletrônico

Pesquisa divulgada pela Green Eletron, gestora sem fins lucrativos de logística reversa de eletroeletrônicos e pilhas, mostra que 33% dos brasileiros acreditam que o lixo eletrônico seja algo digital, como e-mails, spam, fotos ou arquivos. Professor Universitário, André Arantes, analisa desconhecimento e destaca importância da educação ambiental

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Letícia Jury

12 de julho de 2023

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Pesquisa divulgada pela Green Eletron, gestora sem fins lucrativos de logística reversa de eletroeletrônicos e pilhas, mostra que 33% dos brasileiros acreditam que o lixo eletrônico seja algo digital, como e-mails, spam, fotos ou arquivos. Para outros 42% dos brasileiros o lixo eletrônico são aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos quebrados e 3% acreditam que são todos os aparelhos que já foram descartados, inclusive aqueles que acabam sendo destinados de forma incorreta em aterros ou na natureza. Outros 10% relacionam aos resíduos/restos/sucatas que sobram após o descarte dos aparelhos eletrônicos (algo que não se recicla), 5% dizem que são os componentes desses aparelhos e 7% não sabem o que é.

Para o professor universitário, André Luiz Ferreira Arantes, o tema realmente é muitas vezes distante da população, no entanto ele observa que houve mudanças nos últimos anos. “O conhecimento hoje sobre temas relacionados à gestão ambiental e logística reversa vem ficando cada vez mais próximo à vida de cada cidadão, pois os impactos refletem diretamente sobre todos nós devido ao alto grau de contaminação que estes resíduos quando descartados de forma incorreta trás ao meio ambiente de modo geral”, alerta. 

O maior desafio além, da educação ambiental, pontua o professor universitário, é colocar em funcionamento, ou seja, em prática tudo que se ensina sobre descarte correto e reaproveitamento de peças. “Mas para isso é necessária uma estrutura física de descarte e de um programa contínuo de ações que darão suporte ao tema de descarte correto do resíduo eletroeletrônico, ou seja, efetivar a Logística Reversa de Resíduos Eletroeletrônicos”, alerta.

Professor André Arantes

Questionado se fornecedores e até mesmo as empresas que produzem, fabricam, produtos eletrônicos, têm consciência da importância de educar os consumidores quanto ao descarte correto, André Arantes analisa que hoje a maioria das empresas já trabalha alinhada à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10). “Há uma fiscalização, normativas a serem seguidas e licenças em âmbito, nacional, estadual e municipal que os produtores e prestadores de serviços precisam ter para a comercialização de seus produtos e a logística reversa dos mesmos”, cita. 

Sobre a riqueza dos componentes do equipamento eletrônicos, o professor analisa que o lixo eletrônico ou resíduo eletroeletrônico de pós-consumo é uma fonte de matéria prima que pode ser monetizada e utilizada na cadeia produtiva. “O maior problema é a falta de conhecimento em logística reversa de produtos de pós-consumo resultando em aproveitamento apenas de matérias primas mais conhecidas ou de fácil comercialização como cobre, alumínio e placas eletrônicas, a exemplo as de computadores e celulares deixando os demais produtos de lado em um descarte fora de seu local correto causando uma agressão e poluição ao meio ambiente”, detalha.

Mas como cada um pode contribuir? André Arantes lista algumas dicas: “consumir menos,  e a economia circular baseia-se em um melhor uso dos recursos – e a verdade é que muitos de nós consumimos demais; consumir melhor, através de uma educação ambiental e uma política de cuidado e planejamento do uso indiscriminado dos recursos naturais”. “Hoje já existem várias empresas que compram o resíduo eletroeletrônico do consumidor final monetizando o resíduo que poderia ser descartado de maneira errada no meio ambiente mais e muito importante conhecer a empresa e seu processo de descarte”, orienta.

 

 

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