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Anápolis ganha novos Jardins de Chuva para drenagem

Consultor Ambiental, Antônio El Zaiek, destaca que água é riqueza e não problema, por isso projetos vêm para solucionar demandas ambientais. São soluções baseadas na natureza, como ele detalha, pois as nascentes estão no Cerrado, por isso, a água da chuva precisa retornar ao lençol freático

Um placeholder qualquer

Letícia Jury

17 de julho de 2023

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O consultor ambiental Antônio El Zayek anuncia que Anápolis passa a contar com novos ‘Jardins de Chuva’, que inclusive a ação desenvolvida na cidade foi destaque no Jornal Nacional, da rede Globo, como modelo de drenagem. Segundo ele, a questão das enchentes no município é complexa e atinge também 99% das cidades brasileiras. Por isso, a transformação da paisagem, um retroajuste, por meio desta técnica, enquanto trincheiras de infiltração, para a água descer ao lençol freático é uma saída eficiente. 

“Drenagem não é desviar a água da chuva para os rios, como pensam alguns, pois além de destruir a cidade nas partes mais baixas, nos fundos de vale, no futuro vamos ficar sem água. Por isso temos um foco legal, técnico e financeiro para solucionar os problemas de drenagem urbana em Anápolis”, detalha. 

Questionado sobre as ações a curto prazo, El Zayek destaca que serão realizados os Jardins de Chuva nas áreas verdes da cidade e usá-las para drenar a água. Logo em seguida, a etapa é fazer a parte de baixo, como ele denomina a região da Rua Amazílio Lino, e transformá-la em áreas verdes, para se ter controle da inundação. 

“Este seria o segundo passo, o prefeito Roberto Naves quer isso de forma imediata e vamos atender a esta solicitação. A consultoria vem para adaptar a cidade a esse novo regime de chuvas, cada vez mais concentradas e mais pesadas; e usar tecnologias para resolver os problemas estruturais”, explica.  

Demanda

                                                    El Zaiek

El Zayek diz que embora a demanda seja mitigar as enchentes, a consultoria vai além pois segundo ele, água é riqueza. “Não podemos ver água como problema. Esta é uma transformação que precisamos implantar na consciência de toda a cidade, a água deve ser vista como benção e não como maldição. A água precisa cair e ser captada, drenada, reservada para que possa ser usada como riqueza”, defende. 

O consultor fala que o objetivo da administração pública municipal é implantar o conceito de cidade resiliente, que não pode ser entendida como resistente, mas sim tornar-se melhor diante das diversidades. “Anápolis vai ser uma cidade ainda mais verde e com qualidade de vida. Para nós ambientalistas, o foco é a reconstrução ambiental e um ambiente rico para se viver”, ressalta. 

São soluções baseadas na natureza, como ele detalha, pois as nascentes estão no Cerrado, por isso, a água da chuva precisa retornar ao lençol freático. “A estratégia é fazer o retroajuste da paisagem, os jardins e áreas verdes deixam de ser apenas o embelezamento da cidade, mas um lugar de drenagem, ilhas verdes para quebrar o calor, preservação de espécies vegetais e microfauna urbanas, todos os polinizadores dependem das áreas verdes”, anuncia. 

 

 

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