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Jornal Opção rompe com factual e publica matéria sobre eventos extremos

O Jornalismo Ambiental cumpre o seu papel quando desenvolve a capacidade dos leitores de compreender, participar, decidir e de exercer sua cidadania planetária. Por isso é relevante a publicação de reportagens que ouvem especialistas, de diferentes áreas. O jornal Opção acertou ao trazer um raio-x da calor extremo, que os goianos vivem nos últimos dias.

Um placeholder qualquer

Letícia Jury

25 de setembro de 2023

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A pluralidade de vozes e o desejo de romper com o mero factual, que muitas vezes marca a cobertura jornalística ambiental, foi observado na reportagem: 'É preciso exigir redução de dados das mudanças climáticas para já, dizem pesquisadores', publicada no Jornal Opção, no dia 24 de setembro. 

O gancho da reportagem é o calor intenso sentido nas últimas semanas. No entanto, a proposta do jornalista Cilas Gontijo foi relacionar a temática com os eventos extremos: seca e inundações; assim como as alterações climáticas, conforme o trecho abaixo: 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) explica que um dos motivos para a elevação do calor são as alterações climáticas dos últimos 60 anos. Neste período, houve uma redução de chuvas e as temperaturas subiram em torno de 1,5ºC. O instituto aponta a possibilidade de um acréscimo na frequência, intensidade e duração desses eventos extremos, como calor, seca e inundações

O texto cita estudo realizado pela ONG CarbonPlan em parceria com o jornal Washington Post e publicado por O Globo, de que até 2050, mais de 5 bilhões de pessoas, ou seja, mais da metade da população mundial, estarão expostas a no mínimo um mês de calor extremo por ano. De acordo com os dados da ONG, Belém do Pará será a cidade brasileira que mais sofrerá com temperaturas elevadas. A capital paraense sentirá o aumento mais acentuado entre as grandes cidades do mundo. 

Para a produção da matéria o Opção ouviu especialistas de diferentes áreas, como a geógrafa e coordenadora do Laboratório de Análise da Atmosfera e da Paisagem do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás (Iesa/UFG), Gislaine Cristina Luiz, que explicou que as altas temperaturas registradas em todo o mundo neste ano é um fator já existente desde a história da evolução do planeta terra. Essas variações sempre existiram na avaliação da pesquisadora.

Para ela, atualmente o que se observa é uma modificação no comportamento das chuvas, no padrão das temperaturas. Apesar de tais variações acontecerem desde sempre, nos últimos anos elas estão ocorrendo de forma mais intensas, porém, muito mais por causa das ações humanas que interferem diretamente na mudança de comportamento da natureza.

A reportagem traz informações sobre queimadas, saúde e cultivo de soja.  É uma excelente para matéria para compreender as consequências dos fenômenos extremos. 

Leia a reportagem completa, no link: É preciso exigir redução de danos das mudanças climáticas para já, dizem pesquisadores - Jornal Opção (jornalopcao.com.br)

 

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