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Calor intenso e falta de chuvas atrasam plantio de soja em Goiás

Cultivo começou em algumas áreas, mas o clima adverso limitou os trabalhos e pode afetar o progresso da safra. Produtor aposta em novidade para mitigar prejuízos

G1 Goiás

14 de novembro de 2023

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O calor intenso, com temperaturas próximas dos 40ºC em boa parte do Centro-Oeste nas últimas semanas, e a ausência de chuvas na maior parte de Goiás, alteraram o início do plantio de soja no estado, que é um dos maiores produtores e exportadores do grão no país. Em áreas que contam com maior umidade, como o Paraná e a parte noroeste de Mato Grosso, a semeadura começou, inclusive antecipadamente.

Dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) mostram que os produtores goianos estavam com cerca de 15% das lavouras de soja semeadas, até o fim de outubro. No ano passado, na mesma época, a área plantada chegava a 30%. De acordo com a Emater (Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária), os produtores aguardam novas chuvas para avançar nas atividades de cultivo.

O engenheiro agrônomo da AHL Agro, empresa fornecedora de produtos agrícolas, Diogo Alfaix, explica que existem no mercado fertilizantes que podem ajudar a soja a se desenvolver mais rápido. Ele cita como exemplo o Hakaphos Violeta que, após a planta germinar, com as primeiras chuvas, por ser um fertilizante à base de fósforo, fornece energia para a planta se desenvolver.

Após a planta ganhar corpo com mais área foliar, entra em ação outro produto, o protetor solar Surround WP, também distribuído pela AHL Agro. A função é proporcionar um conforto térmico para a lavoura. “Na prática, ele cria uma película que protege as culturas contra as queimaduras solares provocadas por escaldão e pelo estresse térmico, por meio da formação de finas partículas minerais que atuam como barreira física”, explica.

A tecnologia criada para proteger as culturas dos raios solares pode ajudar o produtor que já iniciou o plantio da safra e cuja lavoura se aproxima do estágio reprodutivo, com a formação das folhas, flores e vagens. O engenheiro agrônomo explica que o período crucial para a planta é exatamente o início deste estágio reprodutivo, quando ela inicia a floração. “Por isso, o protetor deve ser aplicado pouco antes, cerca de 40 dias depois do plantio, um momento em que ela está sensível e não pode sofrer estresse”, orienta Diogo. No caso da soja, a aplicação costuma ser feita no fim de novembro ou início de dezembro.

Chuvas insignificantes

Uma situação climática semelhante a deste ano ocorreu no estado em 2016. Agora, em 2023, a última chuva de bom volume foi no feriado de 12 de outubro, o que levou parte dos produtores a iniciar o cultivo da oleaginosa. Assim, a soja não nasceu de forma regular.

São esperados volumes melhores de precipitações em novembro, com mais de 10 dias de atraso. Isso poderá fazer com que a janela de cultivo fique muito apertada para o plantio da safrinha de milho, mesmo que os produtores venham a usar variedades de soja de ciclo mais curto.

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